«As geografias – disse o geógrafo – são os livros mais sérios que há. Nunca passam de moda. É raríssimo que uma montanha mude de lugar. É raríssimo que um mar se esvazie. Nós só descrevemos coisas eternas.» Antoine de Saint-Exupéry em “O Principezinho” (1946)
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domingo, 30 de junho de 2019
Ondas de calor queimam a Europa
Imagem do Observatório da Terra da NASA, de Joshua Stevens , usando dados GEOS-5 do Gabinete Global de Modelagem e Assimilação do GSFC da NASA. História de Kathryn Hansen .
quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
sábado, 25 de janeiro de 2014
Yakutsk: a cidade mais fria do mundo
"A -5°C, o frio é bastante refrescante e um gorro ou chapéu e um cachecol são suficientes para se manter quente. A -20°C, a humidade das narinas congela e o ar é tão frio que é quase impossível não tossir. A -35°C, o ar é frio o suficiente para anestesiar a pele e as extremidades corporais. A -45°C utilizar óculos torna-se complicado: o metal adere à cara e quanto tentar removê-los sentirá quase que está a arrancar a própria carne.
É exactamente isto que acontece no Inverno aos habitantes da cidade de Yakutsk, na Rússia. Yakutsk é uma cidade remota no leste da Sibéria e é considerada a mais fria do mundo. A cerca de cinco mil quilómetros de Moscovo, a cidade foi fundada em 1632 pelos Cossacos e impõe aos seus habitantes condições extremas de vida. Ainda assim, Yakutsk tem uma população de de 270 mil habitantes, cerca de um quarto da população total da Sibéria. No Inverno, as temperaturas podem descer abaixo dos 40°C negativos – a temperatura mais baixa registada foi de -64°C). No verão as temperaturas ultrapassam frequentemente os 30°C positivos.
Durante o Inverno, Yakutsk fica envolta num denso manto de nevoeiro gelado que restringe a visibilidade e poucos metros. Apesar das temperaturas extremas, quer de Inverno quer de verão, Yakutsk alberga uma importante indústria alimentar, bem como curtumes, serralharias, fábricas de materiais de construção e o Yakutsk Permafrost Institute, que se dedica ao estudo das soluções para os sérios problemas que a indústria da construção enfrenta nos solos gelados.
Mas há uma razão mais importante para que Yakutsk seja habitada: a cidade é um importante centro de extracção de diamantes, fornecendo um quinto da produção mundial do mineral precioso. Valerá a pena tanto sacrifício do bem-estar da população?"
É exactamente isto que acontece no Inverno aos habitantes da cidade de Yakutsk, na Rússia. Yakutsk é uma cidade remota no leste da Sibéria e é considerada a mais fria do mundo. A cerca de cinco mil quilómetros de Moscovo, a cidade foi fundada em 1632 pelos Cossacos e impõe aos seus habitantes condições extremas de vida. Ainda assim, Yakutsk tem uma população de de 270 mil habitantes, cerca de um quarto da população total da Sibéria. No Inverno, as temperaturas podem descer abaixo dos 40°C negativos – a temperatura mais baixa registada foi de -64°C). No verão as temperaturas ultrapassam frequentemente os 30°C positivos.
Durante o Inverno, Yakutsk fica envolta num denso manto de nevoeiro gelado que restringe a visibilidade e poucos metros. Apesar das temperaturas extremas, quer de Inverno quer de verão, Yakutsk alberga uma importante indústria alimentar, bem como curtumes, serralharias, fábricas de materiais de construção e o Yakutsk Permafrost Institute, que se dedica ao estudo das soluções para os sérios problemas que a indústria da construção enfrenta nos solos gelados.
Mas há uma razão mais importante para que Yakutsk seja habitada: a cidade é um importante centro de extracção de diamantes, fornecendo um quinto da produção mundial do mineral precioso. Valerá a pena tanto sacrifício do bem-estar da população?"
Green Savers
Publicado em 25 de Janeiro de 2014.
Publicado em 25 de Janeiro de 2014.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
terça-feira, 10 de julho de 2012
Os 9 lugares mais quentes do planeta
1 – Wadi Halfa, no Sudão – 53°C
Esse vale seco no topo do Sudão encontra-se na fronteira com o Egito.
Em abril de 1967, a cidade de 15.000 habitantes atingiu uma temperatura
de 53 graus Celsius. Enquanto o clima no norte do Sudão é geralmente
muito seco, há momentos em que o ar úmido do sul pode chegar à fronteira
e causar tempestades de poeira violentas, conhecidas como “haboob” (o
ar úmido e instável forma trovoadas no calor da tarde). O fluxo inicial
do ar de uma tempestade que se aproxima produz uma enorme parede amarela
de areia e argila que pode, temporariamente, reduzir a visibilidade à
zero.
2 – Ahwaz, Irã – 53°C
Ahwaz encontra-se em um deserto pouco acima do nível do mar, e quase
nunca chove por lá. Durante julho, a alta média é de 47°C, quente o
suficiente para fazer com que os milhões de residentes da cidade liguem
os ventiladores. Ahwaz é um lugar onde a sesta é levada muito a sério: a
fim de escapar do calor opressivo da tarde, lojas e empresas fecham
cerca de meio-dia e reabrem por algumas horas após as seis.
3 – Tirat Tsvi, Israel – 54°C
O lugar mais quente da Ásia é a pequena Tirat Tsvi (população: 642),
que registrou uma temperatura de 54 graus Celsius em junho de 1942. A
cidade fica 220 metros abaixo do nível do mar. Apesar de seu clima
formidável, é o local onde mais crescem árvores em Israel: 18.000.
4 – Araouane, Mali – 54,4°C
Araouane é uma pequena aldeia subsaariana que apenas 300 famílias
chamam de lar. O deserto circundante é completamente estéril e um vento
seco conhecido como “Harmattan” golpeia partículas finas de areia que
podem obscurecer a visibilidade e se agrupar nas laterais dos edifícios.
Araouane não recebe chuva suficiente para plantações, e a aldeia é
dependente do comércio, caravanas que hoje movem blocos de sal de minas
que se encontram ao norte. A temperatura neste ponto remoto atingiu 54,4
graus Celsius no verão de 1945.
5 – Timbuktu, Mali – 54,5°C
A cidade mais conhecida por ser no meio do nada – Timbuktu – é também
um lugar muito quente. Timbuktu fica no extremo sul do deserto do
Saara, alguns quilômetros ao norte do rio Níger. A cidade está rodeada
por dunas de areia e suas ruas são muitas vezes cobertas de areia. Com
uma alta registrada de 54,5 graus Celsius, Timbuktu é um dos lugares
mais quentes do mundo. No mês de maio, máxima média de 42,2 graus
Celsius não é incomum. Mesmo os meses de inverno apresentam altas de
mais de 30 graus Celsius. Uma população de mais de 40.000 pessoas lutam
contra esse calor com roupas desenhadas para afastar o pior do clima.
6 – Kebili, Tunísia – 55°C
Embora seja quente demais, Kebili é realmente um oásis no deserto. As
18.000 pessoas que chamam o lugar de cidade natal enfrentam ondas de
calor com temperaturas superiores a 55 graus Celsius. Como a história de
Kebili remonta a mais de 200.000 anos, muitos dos habitantes locais
passaram adiante métodos destinados a sobreviver nos dias
insuportavelmente quentes. Eles estocam água e se esforçam para manter
uma temperatura corporal relativamente constante.
7 – Ghadames, Líbia – 55°C
Ghadames é outro oásis no meio de um deserto. A população berbere
nativa de cerca de 7.000 habitantes vive em casas feitas com paredes
grossas de lama, cal, e troncos de árvores que ajudam a protegê-los do
calor abrasador, especialmente no verão. Os telhados das casas são
interligados, e muitas das ruas são cobertas, permitindo maior sombra,
privacidade e segurança. A cidade é tão icônica que está listada como
Patrimônio Mundial da UNESCO. A paisagem se assemelha ao planeta
“Tatooine”, do filme Star Wars, e a habitação da área se estende do
século 6.
8 – Death Valley (Vale da Morte), Estados Unidos – 56,6°C
Death Valley é o vale mais seco e mais baixo dos Estados Unidos,
condições que se somam a algumas temperaturas extremas. Em 10 de julho
de 1913, os termômetros registraram 56,6 graus Celsius, a temperatura
mais alta já medida nos Estados Unidos. Durante aquela semana, cinco
dias seguidos marcaram 53 graus Celsius ou mais. Anteriormente, lá
ficava o centro de operações de mineração de uma companhia, que
arrastava minerais com mulas através do deserto de Mojave. Hoje, a
maioria dos alojamentos em Death Valley é desligada quando a temperatura
se eleva a 51 graus Celsius.
9 – El Azizia, Líbia – 58°C
A temperatura mais quente já registrada na Terra foi em El Azizia, na
Líbia, onde um calor de 58 graus Celsius fez seu caminho aos livros de
história em 13 de setembro de 1922. Dois dias de ventos quentes
precederam a marca. Alguns especialistas argumentam que o calor latente
pode ter sido adicionado à massa de ar devido à chuva ao sul de El
Azizia. Ainda assim, as previsões dizem que as temperaturas lá são de
cerca de 56 graus Celsius, não muito diferente para as 300.000 pessoas
que fazem dessa cidade a sua casa.
Fonte: http://hypescience.com
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Oymyakon - O lugar povoado mais frio da terra


"Na república russa de Yakutia, na Sibéria, no noroeste da Rússia, esta cidade está localizada num planalto a 750 metros acima do nível do mar, onde o inverno dura um mínimo de nove meses. Nestas condições meteorológicas extremas, em 26 de Janeiro de 1926 registou-se a menor temperatura do planeta num lugar habitado, uns espantosos 71,2 ºC, abaixo de zero. Menos que isso, só na Antártida, onde os termómetros chegaram a 89,2 ºC negativos numa estação russa."
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Amazónia sofre pior seca dos últimos 100 anos
O Brasil enfrenta uma nova catástrofe ambiental. A Amazónia, santuário ecológico da humanidade, está a enfrentar a pior seca dos últimos 100 anos. A região, onde se encontra 25% da água potável de todo o mundo está a secar, revela um estudo do Instituto de Investigações Ambientais da Amazónia (IPAM) e da Universidade de Leeds. , na Grã-Bertanha.Saber mais: Expresso: Terça feira, 8 de Fevereiro de 2011
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
2010 confirmado no topo dos anos mais quentes
"A Organização Meteorológica Mundial confirmou hoje 2010 como o ano mais quente desde que há registos fiáveis, juntamente com 2005 e 1998. Nominalmente, 2010 foi o mais quente de sempre, com o termómetro global a subir 0,53 graus Celsius acima da média de 1961-1990. Este valor é superior em 0,01 graus e 0,02 graus Celsius aos de 2005 e 1998, respectivamente. Mas a diferença está dentro da margem de incerteza e, por isso, a OMM considera que não há diferença estatística entre os três anos. Já em Dezembro, a OMM anunciara que 2010 estaria entre os três mais quentes desde meados do século XIX, momento a partir do qual dados de termómetros permitem reconstituir com fiabilidade a temperatura média da Terra. “Os dados de 2010 confirmam a significativa tendência a longo prazo de aquecimento da Terra”, afirma Michel Jarraud, secretário geral da OMM, num comunicado. “Os dez anos mais quentes de que há regista ocorreram todos a partir de 1998”, completa. Apesar de ter sido um ano quente a nível global, houve muitas variações regionais. Houve mais calor em África, em partes da Ásia e no Árctico, que em Dezembro apresentou a sua menor superfície gelada de que há registo. Na Rússia, uma avassaladora onda de calor, no Verão, deixou um rasto de fogos e milhares de mortes. Mas em partes da Europa e da Austrália, o frio foi mais marcante. Alguns países europeus tiveram o Dezembro mais frio desde há mais de um século."
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