«As geografias – disse o geógrafo – são os livros mais sérios que há. Nunca passam de moda. É raríssimo que uma montanha mude de lugar. É raríssimo que um mar se esvazie. Nós só descrevemos coisas eternas.» Antoine de Saint-Exupéry em “O Principezinho” (1946)
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Consciência sustentável
"Fuga de cérebros"
terça-feira, 19 de junho de 2012
Superpopulação é um mito?
segunda-feira, 18 de junho de 2012
20 anos depois da ECO 92
Emissões
As emissões globais de CO2 cresceram 36% de 1992 até hoje, passando de 22 bi para 30 bilhões de toneladas. O aumento foi mais intenso nos países em desenvolvimento, onde as emissões cresceram em média 64%. Apesar deste crescimento ter sido menor nos países ricos (8%), eles continuam respondendo pela maior parte das emissões: cerca de 10 vezes mais, em média, do que os países em desenvolvimento.
População
Desde 1992, a população mundial passou de 5,5 para 7 bilhões de habitantes. A maioria nasceu em países pobres e em desenvolvimento. Enquanto o crescimento populacional escalou 67% na Ásia Oriental e 53% na África neste período, na Europa a expansão foi de apenas 4%. De olho no crescimento da demanda, a ONU estima que serão necessários 50% mais comida, 45% mais energia e 30% mais água para abastecer a crescente população mundial até 2030.
Recursos naturais
O uso global de recursos naturais cresceu cerca de 40% de 1992 até hoje, atingindo 60 bilhões de toneladas. Entre os principais grupos de materiais explorados no período, destaque para o aumento no uso de minerais para uso industrial (80%) e na construção civil (60%). Neste último caso, a demanda por cimento cresceu de 1,1 bilhão para 3 bilhões de toneladas, enquanto o consumo de aço saltou de 720 milhões para 1,4 bilhão de toneladas desde 1992.
Aquecimento
Segundo rankings elaborados pelos principais centros de pesquisa climática do mundo, o planeta ficou mais quente. Nada menos que 18 dos últimos 21 anos figuraram na lista dos 20 mais quentes desde que a temperatura média do planeta começou a ser medida, em 1880.
Elevação dos mares
Entre 1992 e 2011, o nível do mar subiu cerca de 2,5 milímetros por ano. As principais causas dizem respeito não apenas ao derretimento das calotas polares no Ártico, na Antártica e na Groelândia. O aumento da temperatura média dos oceanos também resultou em expansão do volume da água dos mares.
Florestas
Cerca de 13 milhões de hectares de floresta foram convertidos anualmente para outros usos entre 2001 e 2010, contra uma média de 16 milhões de hectares anuais entre 1992 e 2000. Apesar das taxas de desmatamento terem diminuído, a escala da devastação ainda é brutal: algo como 300 milhões de campos de futebol em área equivalente de floresta desapareceram desde 1992.
Biodiversidade
Em média, nada menos que 52 espécies de vertebrados entraram, por ano, na lista de animais ameaçados de extinção desde 1992. O impacto sobre a biodiversidade foi especialmente maior nos trópicos, onde declinou em 30%. Atualmente, um quinto das espécies de vertebrados, 13% dos pássaros e 41% dos anfíbios são considerados “ameaçados”. Um quarto das espécies de plantas se enquadra no mesmo risco.
Plásticos
A quantidade de plásticos produzida globalmente saltou de 116 milhões de toneladas, em 1992, para 265 milhões de toneladas no ano passado. Trata-se de um crescimento de 130%. O uso per capita de plástico nas regiões mais desenvolvidos chegou a 100 quilos por pessoa, contra 20 quilos nos países em desenvolvimento.
Unidades de conservação
O número de unidades de conservação aumentou 42% no mundo desde 1992. Contudo, sua distribuição ainda é desigual e seu ritmo de expansão tem caído nos últimos anos, segundo a ONU. Atualmente, 13% da superfície terrestre são considerados protegidos. Este número cai para 7% se consideradas as regiões costeiras e para apenas 1,4% quando se trata dos oceanos.
Pobreza e desigualdade
Em 1992, 46% por cento da populacão mundial viviam em “absoluta pobreza”. Esse número caiu para 27% em 2005, com tendência de nova redução para 15% em 2015. Contudo, o avanço se deu pela exploração predatória dos recursos naturais e com aumento significativo da desigualdade, segundo a ONU. A diferença entre a renda básica média nos países ricos e pobres, por exemplo, aumentou em 20% desde 1992.
Desastres naturais
Apesar de alegar não haver comprovação científica de que os recentes desastres naturais se expandiram nas últimas duas décadas, a ONU reconhece que dobraram as notificações a esse respeito. O número de desastres naturais reportados saltou de 200 para 400 por ano desde 1992. Em 2011, 90% deles foram atribuídos a eventos climáticos críticos."
E mais outro! Isto já parece "moda"
Angela Merkel não sabe onde fica Berlim no mapa
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Um dia na Terra
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Como saber qual é o perieco, o anteco e a antípoda de um ponto geográfico?
Exemplo: «A vive à longitude de 9º W e à latitude de 38º N.
B vive à longitude de 9º W e à latitude de 38º S.»
Perieco: Designação que tomam os habitantes de um lugar da superfície terrestre em relação aos de outro, quando estes lugares ficam na intersecção de um mesmo meridiano com um mesmo paralelo, isto é, quando têm igual latitude e as longitudes respectivas diferem de 180º.
Exemplo: «A vive à longitude de 9º W e à latitude de 38º N.
B vive à longitude de 171º E e à latitude de 38º N.»
Antípoda: é o que ou quem se encontra em local diametralmente oposto, isto é, a vertical do lugar que passa pelo centro da Terra é comum para os dois, ou ainda, o Zénite de um é o Nadir do outro.
Exemplo 1: «A vive à longitude de 9º W e à latitude de 38º N. B vive à longitude de 171º E e à latitude de 38º S.»
Exemplo 2: «A vive no Pólo Norte. B vive no Pólo Sul.»
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Se estudassem geografia, isto não acontecia!
Insólito: 400 adeptos do Bilbau foram a Budapeste… mas a final era em Bucareste
domingo, 22 de abril de 2012
Dia da Terra
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Ouro Azul: As Guerras Mundiais pela Água
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Aquecimento global
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Qantas estreia biocombustível num dos seus aviões

quinta-feira, 22 de março de 2012
Dia mundial da água
"O Dia Mundial de Água é comemorado todos os anos dia 22 de março para chamar a atenção para a importância da água e da sua proteção através de uma gestão sustentável dos recursos hídricos.Todos os anos este dia destaca um tema específico sobre a água. Este ano é realçada a importância da água na segurança alimentar.
Num mundo habitado por 7 mil milhões de pessoas e que aguarda por mais 2 mil milhões até 2050, questões como a segurança alimentar e acesso a água potável não podem ser ignorados. As estatísticas referem que cada um de nós consome em média 2 a 4 litros de água por dia, no entanto, a maioria desta água está integrada nos alimentos. Por exemplo, produzir 1 quilo de carne de vaca consome 15 mil litros de água enquanto para a produção de um quilo de trigo são “apenas” necessários 1500 litros.
Atualmente mil milhões de pessoas passam fome e uma vez que os recursos hídricos já estão sob pressão é necessário agir para mudar o paradigma. Neste Dia Mundial da Água, as Nações Unidas alertam que “o mundo está com sede porque nós estamos com fome.” Como tal sugerem uma série de ações que cada um de nós pode adoptar no seu dia-a-dia para diminuir a nossa pressão sob este recurso: Seguir uma dieta mais saudável e sustentável, consumir produtos que precisam de menos água para serem produzidos e reduzir o desperdício de alimentos. Cerca de 30% dos alimentos produzidos nunca são consumidos e a água utilizada para os produzir está definitivamente perdida.
No panorama nacional, há vários planos de gestão que continuam atrasados. Segundo um comunicado da Quercus, os Planos de Gestão de Região Hidrográfica (PGRH) que, de acordo com o estipulado na Diretiva-Quadro da Água, deveriam ter entrado em vigor em 2009, ainda não foram aprovados.
Também o Plano Nacional da Água continua muito atrasado, dado que deveria ter sido publicado em 2010. Trata-se de um instrumento de gestão das águas, de natureza estratégica, que estabelece as grandes opções da política nacional da água e os princípios e as regras de orientação dessa política, a aplicar pelos Planos de Gestão de Bacias Hidrográficas e por outros instrumentos de planeamento e gestão dos recursos hídricos.
Esta associação ambientalista alerta ainda que as metas de saneamento também ainda estão longe do objetivo proposto, registando-se um desvio de 9% na drenagem e de 19% no tratamento de águas residuais. Verificam-se ainda muitos casos de descargas ilegais provenientes de indústrias ou de instalações agro-pecuárias, degradação das margens dos cursos de água, com depositação de resíduos nas suas margens, proliferação de espécies invasoras e ocupação indevida dos leitos de cheia. A instalação de infraestruturas hidroelétricas diversas nos cursos de água afetam de forma muito significativa a conectividade e a ligação ao longo dos mesmos. Estas infra-estruturas não só afectam os caudais dos rios, como contribuem muito significativamente para a degradação da qualidade da água e impedem a passagem de peixes migratórios, muitos destes com elevado valor económico.
A Quercus recorda a necessidade e a urgência, para mais tendo em conta que grande parte do país atravessa um período de seca extrema, da implementação do Programa Nacional para o Uso Eficiente da Água (PNUEA), que tem como principal finalidade a promoção do uso eficiente da água em Portugal, especialmente nos sectores urbano, agrícola e industrial, contribuindo para minimizar os riscos de escassez hídrica e para melhorar as condições ambientais nos meios hídricos. O PNUEA foi aprovado em 2005, pela Resolução do Conselho de Ministros nº 113/2005, de 30 de Junho, mas ainda não foi implementado."
Fonte: http://www.unwater.org/, Quercus – CI
terça-feira, 13 de março de 2012
A Terra vista do espaço
"Uma simples imagem da Terra transmitida pelos satélites da Agência Espacial Europeia permite monitorizar realidades tão diferentes como o clima, os fenómenos meteorológicos, os riscos ambientais ou os desastres naturais."











