segunda-feira, 18 de junho de 2012

20 anos depois da ECO 92

Agravamento global

"Passados 20 anos da Eco-92, foram realizadas 17 Conferências das Partes (COP) sobre mudanças climáticas, nove COPs sobre desertificação e  outras dez sobre biodiversidade. Muitas promessas e medidas foram tomadas, mas os desequilíbrios climáticos se aceleraram, a biodiversidade regrediu e a desigualdade social no mundo escalou. Confira parte do que mudou nesses 20 anos, segundo informações dos documentos de referência destacados pela ONU para a Rio+20.

Emis­sões
As emis­sões glo­bais de CO2 cres­ce­ram 36% de 1992 até ho­je, pas­san­do de 22 bi pa­ra 30 bi­lhões de to­ne­la­das. O au­men­to foi mais in­ten­so nos paí­ses em de­sen­vol­vi­men­to, on­de as emis­sões cres­ce­ram em mé­dia 64%. Ape­sar des­te cres­ci­men­to ter si­do me­nor nos paí­ses ri­cos (8%), eles con­ti­nuam res­pon­den­do pe­la maior par­te das emis­sões: cer­ca de 10 ve­zes mais, em mé­dia, do que os paí­ses em de­sen­vol­vi­men­to.

Po­pu­la­ção
Des­de 1992, a po­pu­la­ção mun­dial pas­sou de 5,5 pa­ra 7 bi­lhões de ha­bi­tan­tes. A maio­ria nas­ceu em paí­ses po­bres e em de­sen­vol­vi­men­to. En­quan­to o cres­ci­men­to po­pu­la­cio­nal es­ca­lou 67% na Ásia Orien­tal e 53% na Áfri­ca nes­te pe­río­do, na Eu­ro­pa a ex­pan­são foi de ape­nas 4%. De olho no cres­ci­men­to da de­man­da, a ONU es­ti­ma que se­rão ne­ces­sá­rios 50% mais co­mi­da, 45% mais ener­gia e 30% mais água pa­ra abas­te­cer a cres­cen­te po­pu­la­ção mun­dial até 2030.

Re­cur­sos na­tu­rais
O uso glo­bal de re­cur­sos na­tu­rais cres­ceu cer­ca de 40% de 1992 até ho­je, atin­gin­do 60 bi­lhões de to­ne­la­das. En­tre os prin­ci­pais gru­pos de ma­te­riais ex­plo­ra­dos no pe­río­do, des­ta­que pa­ra o au­men­to no uso de mi­ne­rais pa­ra uso in­dus­trial (80%) e na cons­tru­ção ci­vil (60%). Nes­te úl­ti­mo ca­so, a de­man­da por ci­men­to cres­ceu de 1,1 bi­lhão pa­ra 3 bi­lhões de to­ne­la­das, en­quan­to o con­su­mo de aço sal­tou de  720 mi­lhões pa­ra 1,4 bi­lhão de to­ne­la­das des­de 1992.

Aque­ci­men­to

Se­gun­do rankin­gs ela­bo­ra­dos pe­los prin­ci­pais cen­tros de pes­qui­sa cli­má­ti­ca do mun­do, o pla­ne­ta fi­cou mais quen­te. Na­da me­nos que 18 dos úl­ti­mos 21 anos fi­gu­ra­ram na lis­ta dos 20 mais quen­tes des­de que a tem­pe­ra­tu­ra mé­dia do pla­ne­ta co­me­çou a ser me­di­da, em 1880.

Ele­va­ção dos ma­res
En­tre 1992 e 2011, o ní­vel do mar su­biu cer­ca de 2,5 mi­lí­me­tros por ano. As prin­ci­pais cau­sas di­zem res­pei­to não ape­nas ao der­re­ti­men­to das ca­lo­tas po­la­res no Ár­ti­co, na An­tár­ti­ca e na Groe­lân­dia. O au­men­to da tem­pe­ra­tu­ra mé­dia dos ocea­nos tam­bém re­sul­tou em ex­pan­são do vo­lu­me da água dos ma­res.

Flo­res­tas
Cer­ca de 13 mi­lhões de hec­ta­res de flo­res­ta fo­ram con­ver­ti­dos anual­men­te pa­ra ou­tros usos en­tre 2001 e 2010, con­tra uma mé­dia de 16 mi­lhões de hec­ta­res anuais en­tre 1992 e 2000. Ape­sar das ta­xas de des­ma­ta­men­to te­rem di­mi­nuí­do, a es­ca­la da de­vas­ta­ção ain­da é bru­tal: al­go co­mo 300 mi­lhões de cam­pos de fu­te­bol em área equi­va­len­te de flo­res­ta de­sa­pa­re­ce­ram des­de 1992.

Bio­di­ver­si­da­de

Em mé­dia, na­da me­nos que 52 es­pé­cies de ver­te­bra­dos en­tra­ram, por ano, na lis­ta de ani­mais amea­ça­dos de ex­tin­ção des­de 1992. O im­pac­to so­bre a bio­di­ver­si­da­de foi es­pe­cial­men­te maior nos tró­pi­cos, on­de de­cli­nou em 30%. Atual­men­te, um quin­to das es­pé­cies de ver­te­bra­dos, 13% dos pás­sa­ros e 41% dos an­fí­bios são con­si­de­ra­dos “amea­ça­dos”. Um quar­to das es­pé­cies de plan­tas se en­qua­dra no mes­mo ris­co.

Plás­ti­cos
A quan­ti­da­de de plás­ti­cos pro­du­zi­da glo­bal­men­te sal­tou de 116 mi­lhões de to­ne­la­das, em 1992, pa­ra 265 mi­lhões de to­ne­la­das no ano pas­sa­do. Tra­ta-se de um cres­ci­men­to de 130%.  O uso per ca­pi­ta de plás­ti­co nas re­giões mais de­sen­vol­vi­dos che­gou a 100 qui­los por pes­soa, con­tra 20 qui­los nos paí­ses em de­sen­vol­vi­men­to.

Uni­da­des de con­ser­va­ção
O nú­me­ro de uni­da­des de con­ser­va­ção au­men­tou 42% no mun­do des­de 1992. Con­tu­do, sua dis­tri­bui­ção ain­da é de­si­gual e seu rit­mo de ex­pan­são tem caí­do nos úl­ti­mos anos, se­gun­do a ONU. Atual­men­te, 13% da su­per­fí­cie ter­res­tre são con­si­de­ra­dos pro­te­gi­dos. Es­te nú­me­ro cai pa­ra 7% se con­si­de­ra­das as re­giões cos­tei­ras e pa­ra ape­nas 1,4% quan­do se tra­ta dos ocea­nos.

Po­bre­za e de­si­gual­da­de
Em 1992, 46% por cen­to da po­pu­la­cão mun­dial vi­viam em “ab­so­lu­ta po­bre­za”. Es­se nú­me­ro caiu pa­ra 27% em 2005, com ten­dên­cia de no­va re­du­ção pa­ra 15% em 2015. Con­tu­do, o avan­ço se deu pe­la ex­plo­ra­ção pre­da­tó­ria dos re­cur­sos na­tu­rais e com au­men­to sig­ni­fi­ca­ti­vo da de­si­gual­da­de, se­gun­do a ONU. A di­fe­ren­ça en­tre a ren­da bá­si­ca mé­dia nos paí­ses ri­cos e po­bres, por exem­plo, au­men­tou em 20% des­de 1992.

De­sas­tres na­tu­rais

Ape­sar de ale­gar não ha­ver com­pro­va­ção cien­tí­fi­ca de que os re­cen­tes de­sas­tres na­tu­rais se ex­pan­di­ram nas úl­ti­mas duas dé­ca­das, a ONU re­co­nhe­ce que do­bra­ram as no­ti­fi­ca­ções a es­se res­pei­to. O nú­me­ro de de­sas­tres na­tu­rais re­por­ta­dos sal­tou de 200 pa­ra 400 por ano des­de 1992. Em 2011, 90% de­les fo­ram atri­buí­dos a even­tos cli­má­ti­cos crí­ti­cos."

Vinícius Carvalho - redacao@revistaecologico.com.br

E mais outro! Isto já parece "moda"

Estados Unidos chocados: 
Andorra não é um país africano?!?!?

De facto, isto não me surpreende. Vi um estudo que refere que cerca de 50% dos estado-unidenses não sabe localizar Nova Iorque no mapa.


                      

Angela Merkel não sabe onde fica Berlim no mapa

«Quando decidiu participar numa aula leccionada numa escola internacional de Berlim, Angela Merkel não terá imaginado que a sua decisão culminaria num embaraço geográfico. Tudo porque, ao tentar localizar a capital alemã num mapa europeu, a chanceller acabou por colocar o marcador numa outra capital a da Rússia."

                     

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Um dia na Terra


Um filme feito em todos os países do mundo no mesmo dia por pessoas anónimas. É este o conceito de "Um Dia na Terra"

                             

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Como saber qual é o perieco, o anteco e a antípoda de um ponto geográfico?



Anteco: diz-se de quem ou do que, em relação a outra pessoa ou local, vive ou está no mesmo meridiano, mas em hemisférios diferentes e à mesma distância do equador.
Exemplo: «A vive à longitude de 9º W e à latitude de 38º N.
B vive à longitude de 9º W e à latitude de 38º S.»

Perieco: Designação que tomam os habitantes de um lugar da superfície terrestre em relação aos de outro, quando estes lugares ficam na intersecção de um mesmo meridiano com um mesmo paralelo, isto é, quando têm igual latitude e as longitudes respectivas diferem de 180º.
Exemplo: «A vive à longitude de 9º W e à latitude de 38º N.
B vive à longitude de 171º E e à latitude de 38º N.»

Antípoda: é o que ou quem se encontra em local diametralmente oposto, isto é, a vertical do lugar que passa pelo centro da Terra é comum para os dois, ou ainda, o Zénite de um é o Nadir do outro.
Exemplo 1: «A vive à longitude de 9º W e à latitude de 38º N. B vive à longitude de 171º E e à latitude de 38º S.»
Exemplo 2: «A vive no Pólo Norte. B vive no Pólo Sul.»

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Se estudassem geografia, isto não acontecia!



Insólito: 400 adeptos do Bilbau foram a Budapeste… mas a final era em Bucareste


Quatro centenas de seguidores do Atlético de Bilbau falharam a final da Liga Europa. Isto porque compraram bilhetes para a cidade errada. "Soam parecidas", disseram eles!

domingo, 22 de abril de 2012

Dia da Terra


"Todos os anos, a 22 de Abril celebra-se o Dia Mundial da Terra.  
O Dia da Terra foi criado pelo senador americano Gaylord Nelson, em 1970 e tem por finalidade criar uma consciência comum aos problemas da contaminação, conservação da biodiversidade e outras preocupações ambientais para proteger a Terra.
A data, que é considerada o nascimento do movimento ambientalista tornou-se um evento à escala mundial em 1990, quando mobilizou 200 milhões de pessoas em 141 países.
Em 2012, o mote é “Mobilizar a Terra” e a celebração deste ano pretende reunir as vozes de todos os que estão insatisfeitos com a inércia dos governos no que toca à proteção e preservação do Ambiente num apelo global para que todos, desde os indivíduos às organizações, passando pelos governos atuem no sentido de garantir um futuro sustentável."


sexta-feira, 13 de abril de 2012

Qantas estreia biocombustível num dos seus aviões


“A companhia aérea australiana Qantas utilizou pela primeira vez biocombustível num dos seus aviões, como parte de uma iniciativa a favor da redução das emissões de gases de efeito estufa, informaram fontes da empresa
A aeronave em causa, que estabeleceu a ligação entre as cidades de Sidney e Adelaide, recebeu a injeção de uma mistura de combustível convencional e combustível elaborado com óleo de cozinha reciclado, em quantidades iguais.
O diretor executivo da Qantas, Alan Joyce, também anunciou hoje o lançamento de um estudo sobre a viabilidade de produção deste tipo de combustível na Austrália, a ser financiado pelo governo de Camberra e que contará com o apoio técnico da Shell.”
Visão online

Como melhorar o ensino em Portugal?

quinta-feira, 22 de março de 2012

Dia mundial da água

"O Dia Mundial de Água é comemorado todos os anos dia 22 de março para chamar a atenção para a importância da água e da sua proteção através de uma gestão sustentável dos recursos hídricos.

Numa Conferência Internacional das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento que decorreu em 1992 foi proposto um dia internacional para celebrar a água. Dia 22 de março de 1993 foi o primeiro Dia Mundial da Água.

Todos os anos este dia destaca um tema específico sobre a água. Este ano é realçada a importância da água na segurança alimentar.

Num mundo habitado por 7 mil milhões de pessoas e que aguarda por mais 2 mil milhões até 2050, questões como a segurança alimentar e acesso a água potável não podem ser ignorados. As estatísticas referem que cada um de nós consome em média 2 a 4 litros de água por dia, no entanto, a maioria desta água está integrada nos alimentos. Por exemplo, produzir 1 quilo de carne de vaca consome 15 mil litros de água enquanto para a produção de um quilo de trigo são “apenas” necessários 1500 litros.

Atualmente mil milhões de pessoas passam fome e uma vez que os recursos hídricos já estão sob pressão é necessário agir para mudar o paradigma. Neste Dia Mundial da Água, as Nações Unidas alertam que “o mundo está com sede porque nós estamos com fome.” Como tal sugerem uma série de ações que cada um de nós pode adoptar no seu dia-a-dia para diminuir a nossa pressão sob este recurso: Seguir uma dieta mais saudável e sustentável, consumir produtos que precisam de menos água para serem produzidos e reduzir o desperdício de alimentos. Cerca de 30% dos alimentos produzidos nunca são consumidos e a água utilizada para os produzir está definitivamente perdida.

No panorama nacional, há vários planos de gestão que continuam atrasados. Segundo um comunicado da Quercus, os Planos de Gestão de Região Hidrográfica (PGRH) que, de acordo com o estipulado na Diretiva-Quadro da Água, deveriam ter entrado em vigor em 2009, ainda não foram aprovados.

Também o Plano Nacional da Água continua muito atrasado, dado que deveria ter sido publicado em 2010. Trata-se de um instrumento de gestão das águas, de natureza estratégica, que estabelece as grandes opções da política nacional da água e os princípios e as regras de orientação dessa política, a aplicar pelos Planos de Gestão de Bacias Hidrográficas e por outros instrumentos de planeamento e gestão dos recursos hídricos.

Esta associação ambientalista alerta ainda que as metas de saneamento também ainda estão longe do objetivo proposto, registando-se um desvio de 9% na drenagem e de 19% no tratamento de águas residuais. Verificam-se ainda muitos casos de descargas ilegais provenientes de indústrias ou de instalações agro-pecuárias, degradação das margens dos cursos de água, com depositação de resíduos nas suas margens, proliferação de espécies invasoras e ocupação indevida dos leitos de cheia. A instalação de infraestruturas hidroelétricas diversas nos cursos de água afetam de forma muito significativa a conectividade e a ligação ao longo dos mesmos. Estas infra-estruturas não só afectam os caudais dos rios, como contribuem muito significativamente para a degradação da qualidade da água e impedem a passagem de peixes migratórios, muitos destes com elevado valor económico.

A Quercus recorda a necessidade e a urgência, para mais tendo em conta que grande parte do país atravessa um período de seca extrema, da implementação do Programa Nacional para o Uso Eficiente da Água (PNUEA), que tem como principal finalidade a promoção do uso eficiente da água em Portugal, especialmente nos sectores urbano, agrícola e industrial, contribuindo para minimizar os riscos de escassez hídrica e para melhorar as condições ambientais nos meios hídricos. O PNUEA foi aprovado em 2005, pela Resolução do Conselho de Ministros nº 113/2005, de 30 de Junho, mas ainda não foi implementado."

Fonte: http://www.unwater.org/, Quercus – CI

terça-feira, 13 de março de 2012

A Terra vista do espaço

Final do Sahara (clica na imagem para saberes mais)

"Uma simples imagem da Terra transmitida pelos satélites da Agência Espacial Europeia permite monitorizar realidades tão diferentes como o clima, os fenómenos meteorológicos, os riscos ambientais ou os desastres naturais."

Uma imagem vale mais do que mil palavras

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Mega central solar em construção nos EUA

Estará pronta em 2013, terá uma capacidade instalada de 110 megawatts (MW) e poderá produzir electricidade para 75 mil habitações americanas, nos períodos de pico de produção. Terá 10 mil painéis solares.

De volta ao início

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Oymyakon - O lugar povoado mais frio da terra



"Na república russa de Yakutia, na Sibéria, no noroeste da Rússia, esta cidade está localizada num planalto a 750 metros acima do nível do mar, onde o inverno dura um mínimo de nove meses. Nestas condições meteorológicas extremas, em 26 de Janeiro de 1926 registou-se a menor temperatura do planeta num lugar habitado, uns espantosos 71,2 ºC, abaixo de zero. Menos que isso, só na Antártida, onde os termómetros chegaram a 89,2 ºC negativos numa estação russa."